Cuidados com o pet no verão

Por Dra. Débora Tieko Parlato Sakiyama , médica-veterinária parceira da Pet Society.

 

No verão, tutores e pets desfrutam mais de viagens e passeios ao ar livre. No entanto, com o aumento do calor e umidade, também aumentam as doenças de pele, infestações por ectoparasitas, doenças transmitidas por picadas de insetos, viroses, risco de hipertermia e leptospirose. Além disso, passeios mais longos, viagens e mudanças na rotina tendem a deixar os animais mais estressados e agitados.

– Doenças de pele:

Salve a pele de quem você ama, protegendo-a contra os efeitos nocivos da radiação ultravioleta e evitando doenças como dermatite solar e câncer de pele. Para prevenção de lesões solares e degeneração precoce da pele de cães e gatos, deve-se evitar a exposição à radiação UV em excesso e proteger a pele com protetor solar de amplo espectro e hipoalergênico, preferencialmente composto por filtros físicos, e com ativos que proporcionem ação antioxidante, hidratação profunda e aumento da elasticidade, contribuindo com a manutenção da integridade da barreira epidérmica e fortalecimento da imunidade cutânea. Além disso, evite expor o animal ao sol entre 9:00h e 15:00h.

Hydra Reflex é uma loção hidratante que nutre e protege a pele de cães e gatos contra agressões ambientais e envelhecimento precoce. Composta por alta concentração de dióxido de titânio e óxido de zinco, partículas minerais com ação refletora que formam uma barreira física esbranquiçada sobre a pele, e ingredientes como Aloe vera, D-Pantenol e vitamina E, que proporcionam ação hidratante e antioxidante. Além disso, apresenta toque seco, fácil aplicação e contém Benzoato de denatônio, substância atóxica de sabor amargo que repele ações de lambedura e evita que o animal remova o produto.

O cuidado deve ser maior em dias de radiação solar intensa, em animais que permanecem durante muito tempo em locais abertos ou de raças de pele pouco pigmentada ou sensível e pelagem clara e escassa, com tendência a desenvolver dermatite solar ou actínica e câncer de pele, como as raças caninas bull terrier, pit bull, boxer branco, bull dog inglês, dálmata, beagle, whippet e gatos brancos. Merecem maior atenção regiões do corpo com menos pelo como borda da orelha, nariz, abdome, axilas, parte interna dos membros e bolsa escrotal.

– Queimaduras dos coxins:

A pele espessa dos coxins é a barreira natural das patas, composta basicamente por queratinócitos, células ricas em queratina que conferem proteção impermeável e resistente à invasão de microrganismos e agentes ambientais deletérios, além de serem as principais fontes de citocinas e peptídeos antimicrobianos da pele. Asfalto e areia muito quentes podem causar queimaduras nos coxins, provocando rachaduras, bolhas, ferimentos e dor.

Coxins lesionados implicam em abertura de uma porta de entrada para agentes infecciosos como bactérias e fungos, o que é particularmente mais preocupante no caso das patas que estão sempre desprotegidas e em contato com o chão. Além de mais propensas a infecções, lesões nas patas apresentam cicatrização mais lenta por estarem submetidas a constante pressão e atrito quando o animal fica em pé, anda ou lambe a região.

Portanto, em dias de temperaturas elevadas evite passear nos horários mais quentes do dia e proteja as “almofadinhas das patas” do seu pet com produtos específicos. Cuidar da saúde das patas não é luxo, mas necessidade. Coxins ressecados, rachados ou com calosidades merecem cuidado e atenção especial.

Pet Glove é um creme protetor hidratante que forma um filme invisível, altamente flexível e impermeabilizante sobre os coxins de cães e gatos. Apresenta fácil aplicação, não é oleoso e é rapidamente absorvido pela pele. Contém óleo de Calêndula, extrato de Aloe vera e D-Pantenol que protegem e hidratam profundamente os coxins, além de proporcionar ação antiderrapante que facilita a locomoção de animais com dificuldade de andar em superfícies muito lisas e escorregadias.

Stress:

Por mais que a intenção seja proporcionar momentos de lazer aos pets, levá-los a passeios e viagens muito longos sempre acaba interferindo na rotina e gerando situações de stress que podem comprometer a saúde mental e emocional dos animais. Mantê-los em hotéis especializados ou sob os cuidados de um conhecido ou pet sitter são opções para quem viaja e não pretende levar o pet, mas também provocam mudanças que podem estressar o animal, em menor ou maior grau, refletindo em alterações de comportamento como agitação excessiva ou depressão e apatia.

Nessas situações, ferramentas alternativas e naturais, com menores riscos de efeitos adversos, como aromaterapia, fitoterapia e homeopatia podem ser utilizadas para amenizar o nível de stress e modular os transtornos comportamentais.

Stress Away é um spray de ambiente que proporciona conforto, bem estar e melhor interação de animais agitados e estressados com pessoas e o meio ao redor, através das propriedades dos óleos essenciais, substâncias voláteis extraídas de plantas aromáticas, cujos componentes químicos atuam no sistema nervoso, ajudando a acalmar e aliviar o stress.

Stress Away combina óleo essencial de Lavanda, que apresenta ação ansiolítica, aos óleos essenciais de Capim Limão e Camomila, que conferem ação antidepressiva e calmante. Essa sinergia composta por óleos essenciais em concentração segura para inalação por animais deve ser borrifada em ambientes pequenos, carro ou caixa de transporte, aplicando-a sempre que necessário.

 

– Ectoparasitas:

O clima quente e úmido favorece a proliferação de pulgas e carrapatos e, consequentemente, aumenta o risco de infecção e desenvolvimento de doenças transmissíveis por esses ectoparasitas. Portanto, é importante manter uma rotina de banhos semanais, vistoriar a pele do animal durante o banho e reforçar o controle contra pulgas e carrapatos com produtos preventivos.

– Picadas de insetos:

Algumas espécies de pernilongos podem transmitir doenças parasitárias como leishmaniose e dirofilariose. Para ajudar a controlar a proliferação de insetos, evite o acúmulo de água parada e aplique repelentes contra insetos ou coloque coleiras de ação repelente. Além disso, informe-se com o médico-veterinário sobre medidas preventivas antes de viajar para áreas de risco.

– Viroses:

Ambientes quentes e úmidos também aumentam a incidência de viroses que causam diarreia e vômito, como coronavirose e parvovirose. Para preveni-las é importante consultar o médico-veterinário e manter a vacinação em dia.

– Hipertermia:

Cães e gatos não transpiram como os humanos e dependem da respiração para a regulação da temperatura corpórea. Por isso, os animais que apresentam focinho curto e achatado (braquicefálicos), como cães bulldogs, boxers, shitzus, pugs, e gatos persas, são os mais sensíveis ao aumento de temperatura. Portanto, evite passeios e viagens em dias e horários mais quentes, pois um animal com hipertermia (aumento da temperatura corporal) pode apresentar alterações que vão desde respiração ofegante até parada cardíaca. Além disso, é importante aumentar a oferta de água fresca ao longo do dia e disponibilizar um local sombreado e arejado, prevenindo também a desidratação.

– Leptospirose:

O aumento das chuvas também aumenta a incidência da leptospirose, doença bacteriana transmitida pela urina de ratos. Para preveni-la mantenha a vacinação em dia, o animal longe de áreas alagadas e o ambiente limpo e seco.

 

Referências Bibliográficas:

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